Lágrimas
Embora as lágrimas vão escorrendo pelo o rosto abaixo eu já não as sinto. Não serão as primeiras nem serão as últimas.
Para quê magoar assim tanto? Magoar com tanta frieza e sem noção do que não foi ou o que foi referido mas sim o que advém daí...
A minha inocência era tanta e tão doce que, mesmo já magoada antes,não pensei que isso fosse tanto e com tanto impacto.
Era para ti que eu corria sem medo, largava-me nos teus braços como se não houvesse amanhã e aproveitava tanto, tudo aquilo de bom que tu me tinhas para oferecer e dava-te tudo de mim. Tudo aquilo que eu te dava, nunca te chegava! Só precisavas era de ti, das tuas coisas e só de TI!
Eu realmente pergunto-te quem é que eu era no meio disto tudo: Um objeto? Uma coisa? Porque era realmente isso que eu me sentia em cada dia da minha vida e em cada dia que passava num nós que eu construía e que continuava a construir sozinha, onde, de vez em quando, lá vinhas tu para colocares uma pedra e um bocadinho de cimento como se estivesses interessado naquilo que eu construíra sozinha, como se quisesses saber disso tanto como eu quis sempre saber.
Mesmo não merecendo e sabendo disso, tu fizeste-o sem dó nem piedade!